Em 26/07/2020

 

Depois de movimentar R$ 1, 2 milhão no trânsito, Prefeitura de Itaporanga agora quer acabar superintendência

 



            Por Redação da Folha – Dados do Tribunal de Contas do Estado mostram que, de janeiro de 2017 até maio deste ano, período que compreende a atual gestão municipal, a Superintendência de Transporte e Trânsito de Itaporanga (Sittrans), que é subordinada à Prefeitura, movimentou 1 milhão e 200 mil reais, boa parte destes recursos originários de multas, muitas das quais abusivas e outras tantas irregulares.

            Agora, depois de movimentar todo esse dinheiro no trânsito e já no final de seu mantado, o prefeito de Itaporanga encaminhou para a Câmara Municipal um projeto de lei extinguindo a superintendência de transporte e trânsito do município, o que significa, na prática, a desmunicipalização do trânsito.  

          O argumento para a desmunicipalização que tem sido apresentado ao público é que o órgão gerou uma indústria de multas na cidade. “Interessante, quando todo mundo aqui vivia gritando e denunciado nas rádios, nas ruas e na internet que estava havendo um abuso na aplicação dessas multas, o prefeito e os seus defensores negavam e diziam que o que estava acontecendo era para moralizar o trânsito, e só agora, depois de milhares de pessoas prejudicadas, o prefeito vem falar em indústria de multa, uma indústria que foi a própria atual gestão que criou, porque é a Prefeitura que tem poder sobre a superintendência, o prefeito é chefe maior, é ele que tem a palavra final, inclusive é quem bota e tira o superintendente”, comentou um proprietário de moto local multado duas vezes em 2018, ano de maior opressão contra os condutores.

            Setores da oposição também criticaram a medida e acreditam se tratar de uma ação eleitoreira e prejudicial para o município. Conforme seus argumentos, a superintendência não pode ser condenada à morte por causa de má gestão, até porque, conforme eles, Itaporanga é uma cidade que polariza uma região e tem um tráfego urbano intenso e crescente, havendo necessidade do município continuar responsável pelo seu trânsito, não para aplicar multas abusivamente, mas para disciplina e educação no trânsito, fundamentais para a mobilidade e a poupança de vidas. “O problema é que eles criaram a indústria da multa, arrecadaram dinheiro e agora querem se fazer de vítimas, para tentar conquistar popularidade eleitoral, quando, na verdade, a grande vítima foram os milhares de condutores atingidos pelos abusos, excessos, opressão e humilhação, até pistolas de choque a Prefeitura adquiriu para intimidar os condutores”, lamentou um dos críticos.

            O projeto da Prefeitura que acaba com a superintendência e com o fundo municipal de trânsito, responsável pela arrecadação financeira, foi protocolado na Câmara Municipal no último dia 24 e deverá ser votado nos próximos dois meses pelos vereadores, que decidirão se aprovam ou não o projeto de lei.

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 
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