Em 10/10/2019

 

Conceição e Itaporanga citadas em investigação por compra de remédio a empresa alvo da Xeque-Mate

 



            Por Redação da Folha – Desde o ano passado, a operação Xeque-Mate investiga desvio de recursos públicos na Prefeitura de Cabedelo e, em suas várias fases, já prendeu políticos e empresários. As irregularidades são em quase todas as áreas da gestão pública, inclusive na compra de remédio para doentes, e, a partir de delações premiadas, a investigação começou a se expandir para outras Prefeituras do estado: são mais seis municípios citados, entre os quais dois do Vale (Itaporanga e Conceição).

            Na quinta fase da operação Xeque-Mate, realizada nessa terça-feira, 8, pela Polícia Federal e que tem o apoio do Ministério Público Federal e Estadual na investigação, foram realizadas buscas e apreensões, por determinação da Justiça Federal na Paraíba, em endereços das cidades de Cabelo e João Pessoa, entre eles o do ex-deputado federal André Amaral.

              Essa nova fase da operação envolve fraude em licitação para desvio de recursos públicos, especialmente na compra de remédios com recursos federais, e a empresa alvo das operações é a Almed, que atua no ramo da distribuição de medicamentos e tem sede em João Pessoa. De acordo com as investigações, o período investigado é entre 2016 e 2019 e envolve negócios da firma com sete Prefeituras no valor de pouco mais de 15 milhões de reais.

            Depois que a operação foi deflagrada, surgiram comentários de rua de que as Prefeituras de Itaporanga e Conceição teriam sido alvo de busca e apreensão, mas a informação não procede, conforme esclarece a Polícia Federal. No entanto, a policia confirma que os dois municípios estão entre os investigados por terem feito negócios com a empresa e que documentos estão sendo solicitados por ofício às Prefeituras para aprofundar as apurações.

            A Prefeitura de Itaporanga comprou a empresa Almed em 2017 a quantia de 522 mil reais em medicamentos, conforme dados do Tribunal de Contas do Estado e, este ano, entre janeiro e julho, as compras chegam a 19, 4 mil reais. Já a Prefeitura de Conceição comprou a mesma empresa 1 milhão e 107 mil reais entre  2016 e 2019. No entanto, ainda não há provas de que esses negócios envolvendo as duas Prefeituras e a empresa foram ilícitos, mas a investigação está em curso e novas fases deverão ocorrer, de acordo com o Ministério Público Federal.

           

           

 

 

 

 


 

 

 
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