Paiva Netto
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    Em 17/11/2019

     

    Origem espiritual da Profecia

     



                                                                 Paiva Netto

     

                  Em minha obra Os mortos não morrem, transcrevo estudos abalizados e relatos interessantíssimos sobre a realidade da vida após o fenômeno chamado morte... Todavia, é necessário também refletirmos sobre alguns desdobramentos morais desse saber espiritual que Jesus, o Divino Ressuscitado, nos oferece para conduzirmos bem nossos destinos. Afinal, quando não nos preparamos convenientemente, a morte se torna um grande susto. Daí a nossa preocupação em dialogar com todos os que me honram com a leitura e lhes apresentar tantos fatos que, durante milênios, evidenciam a sobrevivência da Alma e a Natureza Espiritual desse fenômeno.

              O saudoso proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), assegurava que “não há morte em nenhum ponto do Universo”.

               Você quer desaparecer, ficar separado dos entes queridos para todo o sempre? Acredito que não!

                No segundo volume da série literária “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”, a obra As Profecias sem Mistério (1998), novamente registrei esta minha assertiva: Os mortos não morrem!, mesmo os Irmãos ateus-materialistas*. Não se pode analisar a Palavra do Criador menoscabando qualquer de Suas criaturas, incluídas as espirituais.

                Ademais, de onde vêm os alertamentos sobre a gravidade do instante pelo qual passa a Terra? Justamente do Mundo Espiritual, a moradia dos Invisíveis, conforme nos revela o Apocalipse, do Profeta Divino, Jesus, logo no capítulo primeiro, versículos iniciais: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer, e que Ele, enviando-as por intermédio do Seu Anjo, notificou ao Seu servo João, o qual atestou a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo quanto a tudo o que viu”. (Apocalipse, 1:1 e 2)

              O que pensa você, prezada leitora, amigo leitor, que sejam os Anjos (que surgem tantas vezes na Bíblia Sagrada) senão Almas? É imprescindível saber de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde iremos após o inafastável fenômeno da morte.

     

     

     

                                José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

                                         paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

     

     

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    Em 29/10/2019

     

    Espírito, cérebro e comando

     



     Paiva Netto

     

               Coluna Paiva Netto - Ao longo das décadas, tenho defendido na imprensa brasileira e do exterior que, aos poucos, a criatura humana vai aumentando a consciência de que a continuidade da vida após a “morte” não é um conceito que interessa apenas aos que professam alguma crença religiosa ou filosófica, mas é objeto de estudo sério para todos. A compreensão correta de que somos, antes de mais nada, Espírito intensifica a força de vontade no enfrentamento de tudo o que não seja recomendável à nossa existência, coletiva ou individual.

                 Para ilustrar convenientemente esse poder de que dispomos, observem este ensinamento do dr. André Luiz (Espírito), na obra Evolução em dois mundos, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira (1932-2015): “O Espírito encontra no cérebro o gabinete de comando das energias que o servem, como aparelho de expressão dos seus sentimentos e pensamentos, com os quais, no regime de responsabilidade e de autoescolha, plasmará, no espaço e no tempo, o seu próprio caminho de ascensão para Deus”.

     

    A mente do Espírito

     

             Na publicação Ciência e Fé na trilha do equilíbrio (2000), que escrevi para a primeira sessão plenária do Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, assevero que a inteligência se situa além da estrutura física, como se houvesse um cérebro psíquico fora do somático. Por conseguinte, conclui-se — e venho reiterando no decorrer desta obra — que a essência espiritual não é uma projeção do cérebro humano nem resultado de algumas reações neuroquímicas e que o homem não é um corpo que tem um Espírito. Contudo, um Espírito Eterno que possui um corpo passageiro.

     

              “Ah!, mas a Ciência ainda não comprovou nada”... Porém, como asseverou o astrofísico norte-americano ateu Carl Sagan (1934-1996): “A ausência da evidência não significa evidência da ausência”.

     

               Em É Urgente Reeducar! (2010), argumentei que não nos podemos ancorar apenas em nossos limitadíssimos cinco sentidos físicos. Eles não são bastantes para nos fazer devidamente avançados, pois a Cultura tem origem verdadeira no Mundo Espiritual. Quando soubermos estabelecer a perfeita sintonia Terra–Céu para merecer a ligação permanente Céu–Terra, receberemos de lá conhecimento crescente. Antes de tudo, somos Espírito.

     

     

    José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

     

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    Em 05/10/2019

     

    O Amor é o Elo Achado

     



                                                                                             Paiva Netto

     

                O Amor é a suprema definição da Divindade. É o elo perdido que a criatura busca na imensidão do estudo científico, que, para mais rapidamente progredir no âmbito social, tem de irmanar-se à Fé sem fanatismos, a fim de encontrar esse elo. Há tanto tempo considero que a Ciência (cérebro, mente), iluminada pelo Amor (Religião, coração fraterno), eleva o ser humano à conquista da Verdade!

                E o que mais é o Amor?

                O Amor é o grande campeão das mais difíceis batalhas. Supera todos os sofrimentos. É Deus. Logo, intensifica sua atitude confortadora quando o desassistido ou o ser amado precisa de socorro.

    O Amor não pede para si mesmo.

    O Amor oferece o auxílio que o desamparado suplica.

    O Amor, com discrição, atende até ao apelo não abertamente expresso.

    O Amor não deserta, pois ajuda sempre. Nunca traz destruição. Propicia a Paz.

                  O Amor não adoece. Ele se renova para recuperar o enfermo do corpo e/ou da Alma. Não promove a fome. Pelo contrário, fornece o alimento.

                   O Amor instrui e liberta, porquanto reeduca e espiritualiza.

                   O Amor não constrange, porque confia. Por esse motivo, poetizou Rabindranath Tagore (1861-1941), famoso bardo e filósofo hindu, amigo de Gandhi (1869-1948): “Ó Deus! O Teu Amor liberta, enquanto o amor humano aprisiona”.

                  O Amor é tudo: o enlevo da existência, pois afasta o temor.

                   O Amor, quando verdadeiramente é ele mesmo, sempre triunfa, visto que não coage nunca. Enfim, o Amor governa, porque é Deus, mas igualmente Justiça.

                   O Amor é o Elo Achado*.

     

    José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

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    * O Elo Achado — Aqui, o autor faz uma antítese ao “elo perdido”, expressão utilizada, em 1851, por Charles Lyell (1797-1875), mentor de Charles Darwin (1809-1882). Mais conhecido como “fóssil de transição”, em Paleontologia, diz respeito ao organismo que reúne características dos seus descendentes e antecessores evolutivos, preservadas no registro fóssil. Na investigação da história evolutiva dos seres humanos, procura-se o “fóssil de transição” entre o macaco e o homem. Alguns fósseis de hominídeos têm sido estudados, e o mais famoso é Lucy, um exemplar da espécie Australopithecus afarensis. A busca prossegue, e outros hominídeos já foram descobertos depois de Lucy. Contudo, ainda não se tem a certeza de que sejam o “elo perdido” dessa árvore filogenética, à qual pertencemos.

     

     

     

     

     

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    Em 15/09/2019

     

    As graves consequências dos diversos tipos de suicídio

     



                                                                                                             Paiva Netto

     

     

               Ninguém está livre das influenciações espirituais inferiores, as quais, mesmo quando não se revelam num gesto tão extremado como matar-se, encerram consequências que podem configurar verdadeiro suicídio em vida.

               Quantas empresas, por exemplo, são levadas à “morte”, ou seja, à falência? Quantos casais estão em conflito, arrastando em seu bojo a felicidade dos filhos? Quantos se entregam à “morte” pelos vícios da bebida, do cigarro, das drogas, que enfermam e destroem nosso veículo físico e distorcem a Alma? E as chagas do ódio, da violência doméstica, do feminicídio, da pedofilia, da efebofilia, dos estupros...? Quantos são drasticamente atingidos, arrancados do mundo por essas barbáries? E as guerras, o desmantelamento econômico de países, os conflitos étnicos de toda sorte?... E a hipnose coletiva que, pelo planeta, enceguece governantes e governados? Todos são Espíritos na carne; portanto, completamente suscetíveis de sofrer o magnetismo inferior desses “invasores de Almas”, que aqui denominamos “lobos invisíveis” ou espíritos obsessores. Contudo, em medida ainda mais vigorosa, qualquer pessoa é capaz de se tornar instrumento benfazejo sob os cuidados das Falanges Divinas, das Almas Benditas. Todos somos médiuns, conforme nos revela Allan Kardec (1804-1869). E poder nenhum é maior que o de Deus.

              Reitero a importância da leitura de “Quanto à Abrangência do Templo da Boa Vontade” e “O equilíbrio como objetivo”, páginas nas quais esclareço que o mundo material não mais poderá evoluir sem o auxílio flagrante do Mundo Invisível Superior. (...)

     

               Como impedir a ação dos espíritos malignos

              Meus Irmãos e minhas Irmãs, que drama enfrentam, muitas vezes, nossos Anjos Guardiães a fim de nos livrar de funestas ambiências, que acabamos atraindo para dentro de nossos lares, de nossas empresas, de nossas igrejas, de nossas comunidades, de nossos países! No entanto, alguém pode dizer: “Mas, Irmão Paiva, eu tento, eu luto; contudo, não consigo afastar esses obsessores espirituais de meu caminho. No ambiente da minha empresa, pelas ruas, em minha casa, nas dos meus entes queridos, eles sempre estão lá, ou acolá, me atormentando, fazendo com que minha competência no trabalho seja abalada; minha felicidade, minha saúde, minha paz sejam postas abaixo. Já não tenho forças...”

              Tem forças, sim!!! Quem lhe disse que não? Afaste de si as sugestões de fraqueza, justamente, do aqui ultradenunciado “lobo malfeitor espiritual”. E ore por ele, de maneira que a prece fervorosa toque os recônditos de sua alma, tornando-o, pela transformação do caráter, um bom sujeito. Rogue pelo apoio de seu Anjo da Guarda, ou Espírito Guia, ou Nume Tutelar — seja qual for a maneira que você denomine esses Benfeitores (ainda) Invisíveis.

               Como bradava Alziro Zarur (1914-1979): “O Bem nunca será vencido pelo mal”.

     

    José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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    Em 25/07/2019

     

    Os ideais de vaidade e de domínio humanos não possuem futuro

     



    Diante da imensidão dos Universos de Deus, os ideais de vaidade e de domínio humanos não possuem futuro.

     

                                                                                              Paiva Netto

     

                  Ao serem atravessadas as águas do “rio da morte”, desfazem-se as quimeras de uma Ciência quando sem entranhas, bem como os terrores de crenças quando carregadas de preconceitos e intolerâncias, além de todo espírito de concorrência desalmada e do conceito bélico, que separam as pátrias. Isso até que o Sol da Caridade, que é Jesus, espante as trevas da ignorância insolente e, abrindo a visão espiritual dos seres humanos, faça-os inferir que apenas o exercício das Divinas Leis da Fraternidade Ecumênica e da Solidariedade Social trará Paz à Terra. Nesse tempo, o ensino sublime do Evangelho-Apocalipse do Mestre Amado terá finalmente acalmado os corações, que encontrarão no Regaço de Deus o descanso para os seus Espíritos desorientados. É a época tão almejada por todos os missionários do Bem, momento em que a humanidade terá entendido que de nada adianta ilustrar a mente, se o coração for esquecido e que é delírio completo desejar o progresso da sociedade, se os princípios da confiança e do respeito forem avis rara nas relações interpessoais.

                   Admoesta o Professor Celeste: “De que adianta ao homem conquistar o mundo inteiro e perder a sua Alma?”

     (Boa Nova de Jesus, consoante Marcos, 8:36).

                   Fundamental e sábia reflexão do Rabi da Galileia, uma vez que não ansiamos percorrer caminhos equivocados, que inevitavelmente resultarão em retrocesso, em virtude de nossa indiferença ao conhecimento do Espírito — que não está jungido à religião ou à irreligião de quem quer que seja. Daí ser o lema da Legião da Boa Vontade (LBV), há tanto proclamado, promover Desenvolvimento Social, Solidário e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte, com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos, no despertar do Cidadão Planetário.

                    E aqui reforço a expressão Espiritualidade Ecumênica, porquanto esta é o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo comum da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno.

                   Ora, que as mais elevadas aspirações, que carregamos em nosso íntimo esclarecido, possam expandir os horizontes do pensamento e consigam com espírito de iniciativa e com criatividade enfrentar os graves desafios mundiais de nosso tempo, traduzindo-se em resultados efetivos que beneficiem toda a humanidade, que, unida, insiste em sobreviver às mais borrascosas situações.

     

       José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.           

    paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

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    Em 29/06/2019

     

    Armagedons, desperdício e crack

     



    Paiva Netto

     

                    Aprendamos a respeitar a Vida, do contrário a deusa morte multiplicará o seu trabalho. Foi o que reafirmei em 1991, na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, Portugal, gravando o programa Boa Vontade, para a Rede Bandeirantes de Televisão, do Brasil.

                   Muita gente pensa que o Armagedom (Apocalipse de Jesus, 16:16) se refere apenas à possibilidade de guerra nuclear, química, bacteriológica, cibernética. Mas qualquer desrespeito às criaturas, que nem mesmo podem defender-se no útero materno, é um Armagedom. O crime organizado é um Armagedom. O analfabetismo espiritual e material é um Armagedom. A implosão da família é um Armagedom. O avanço tecnológico sem o espírito de solidariedade social é um Armagedom. O fanatismo religioso é um Armagedom. O materialismo desbragado é um Armagedom. A fome é um Armagedom. O Armagedom está à nossa mesa: os vegetais cheios de agrotóxicos, as carnes repletas de antibióticos e hormônios. O Armagedom reflete-se nas águas poluídas dos oceanos, lagos, rios e, mesmo, fontes. Os flagelados da seca e das inundações padecem um Armagedom. Sair às ruas para o serviço, o estudo ou a diversão, sem a certeza de um retorno tranquilo ao lar, diante da violência e da insegurança que por toda parte hoje se manifestam, o que é isso senão um Armagedom? A falta de Amor nos corações é um gerador de Armagedons. As pessoas ficam esperando o Armagedom, e ele já está aí... criado por nós.

               E vejam só a conclusão do estudo inglês “Global Food; Waste not, Want not”, que constitui outro inacreditável Armagedom. Ele aponta que, a cada ano, cerca de dois bilhões de toneladas de alimentos têm como destino o lixo. É simplesmente metade da comida do planeta. Esses números, sobre o desperdício que ocorre no mundo, revelam paradoxo capaz de questionar nossa própria condição de civilizados.

     

    Respeito à Vida

                 Entretanto, os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los. É uma questão de respeito ao divino privilégio de existir. Por isso, aqui se encaixa como uma luva este pensamento de Henry Ford (1863-1947), que certa vez definiu a Boa Vontade como a maior força da Vida: “Os tempos de riqueza não nascem por acaso. Surgem como resultado de muito esforço e pertinácia”.

                  Esse mesmo empenho devemos empregar no combate às drogas que infelicitam tantas famílias e na devida reabilitação dos seus usuários. O crack, o álcool, o tabaco, só para citar alguns, são, portanto, lamentáveis Armagedons a serem superados. Dizia uma campanha do governo brasileiro: “Com o compromisso de todos é possível vencer o crack”. Eis uma consciência imprescindível em qualquer frente de trabalho.

     

    Perto de Jesus, longe dos problemas

             Digo sempre aos jovens na LBV: Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas. No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, encontramos excelentes diretrizes do comportamento ideal para a vivência em sociedade, tendo o bom senso como guia de todas as horas.

     

                                         José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

                                          paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

     

     

     

     

               

                   

                   

     

     

     

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    Em 05/05/2019

     

    Web, educação e poder

     



              Não é novidade que a internet se tornou ferramenta indispensável em nossa rotina. Ao acessá-la, vêm abaixo fronteiras antes intransponíveis para a maioria dos cidadãos. Contudo, jamais nos esqueçamos — também para o bom uso do meio cibernético — de que educação é poder. Sem o devido ensino, aliado à Espiritualidade Ecumênica, o manuseio desse influente recurso pode ser desastroso.

              A dra. Lilian Castelani, especialista em Direito Eletrônico e Processo do Trabalho, de São Paulo/SP, fez um comentário de recorrente interesse das famílias: “O principal perigo no mundo virtual é a exposição exacerbada. As pessoas não estão preparadas para usar a internet. Elas têm que ter maior responsabilidade pelo que vão publicar, principalmente nas redes sociais, nas quais a gente expõe as ideias, os nossos familiares, a nossa imagem. É importante adequar aquilo que deve, de fato, ser passado para a frente, porque, colocado na internet, está para o mundo. Dissemina-se muito rápido a informação, e ela hoje é muito valiosa”.

                Recomenda a dra. Lilian: “Seja nas redes sociais ou quando você vai comprar um serviço qualquer na internet, é preciso avaliar se o site é idôneo, se os termos de uso estão de acordo com aquilo que você acha certo. Tomar esses pequenos cuidados é primordial para uma boa segurança da sua privacidade. Senão você será vítima de ilícito por culpa própria”.

                O respeito ao próximo foi também ressaltado pela advogada: “É muito importante saber se o que você está colocando na internet vai magoar um terceiro, se será realmente útil para alguém ou até para si mesmo”.

                Muita atenção agora ao que disse a dra. Lilian: “Às vezes, as pessoas postam fotos íntimas e não sabem a repercussão que isso vai dar na internet. Com um clique, isso se dissemina para milhões de pessoas, é imensurável para quantas outras daí em diante. E para tirar da internet é muito difícil! A gente consegue a retirada do ar de ilícitos, mas de coisas que você mesmo coloca é complicado, e daí você está exposto ao cyberbullying, a humilhações. É preciso cautela ainda ao expor opiniões muito polêmicas. Então, tem que tomar esses cuidados na hora de colocar a cara na internet”.

               O sociólogo Daniel Guimarães, do programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), expôs à dra. Lilian este quadro: “As crianças e os adolescentes são usuários ávidos dessas tecnologias. É comum as dominarem mais do que os próprios pais e, em geral, não têm tanta maturidade para compreender a questão dos limites”.

               A orientação da especialista em Direito Eletrônico é que “os pais devem estar atentos à rotina da criança. Por exemplo, não deixar computador de maior uso em ambientes fechados, deixar em locais de maior circulação. Tudo bem que é difícil; hoje há os smartphones, os tablets. Mas a atenção do pai tem que ser sempre maior, observar o comportamento da criança, conversar com ela. Acho que proibir é tirá-la da sociedade hoje, porque ela está inclusa nesse meio social do virtual. Então, pelo bate-papo, deixar mais próximos pais e filhos. Entender que, às vezes, um ato do filho pode responsabilizar o pai de um crime, porque ele é responsável pelo filho. O pai não pode chegar em casa cansado e dormir. Não! Vamos saber como foi o dia e ver se o filho está mais chateado ou não. Acho que essa conversa em família é que dá maior responsabilidade”.

               Para a dra. Lilian, “a palavra de ordem é educação”. Esse é o caminho para se prevenir dos crimes, que, segundo ela, “estão aí, são os mesmos, os meios é que são alterados. E hoje a gente está com uma ferramenta digital que dá uma disseminação para os crimes muito maior. Educar-se para mexer com internet é a grande segurança. Dar-se privacidade, tomar cuidado com o que expõe são as medidas mais coerentes para trafegar nesse mundo”.

               Grato, dra. Lilian Castelani, pelos esclarecimentos de grande utilidade social.

                                                                                            

                                                       Paiva Netto

     

     

     

    José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

              paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

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    Em 28/03/2019

     

    Dia Mundial do Rim e os cuidados necessários

     



                                                                                               Paiva Netto

     

             Em todo mês de março, mundialmente é comemorado o Dia do Rim. A iniciativa tem como prioridade a prevenção da Doença Renal Crônica (DRC), fornecendo informações sobre a importância do diagnóstico precoce e quanto aos cuidados com os fatores de risco, entre eles a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a obesidade, o tabagismo e a presença de histórico familiar de doença renal.

             Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2015, mais de 1,5 milhão de pessoas estiveram em terapia renal substitutiva (Diálise Peritoneal, Hemodiálise ou Transplante Renal), sendo 100 mil só no Brasil.

              O dr. Daniel Rinaldi dos Santos, ex-presidente da SBN, ressaltou que, “através de exames extremamente simples, você consegue detectar precocemente se é portador de alguma alteração renal e tomar medidas preventivas para evitar a evolução da doença”. Portanto, não deixemos para amanhã providências que podem impedir graves problemas.

              Em 2014, ao comentar a campanha de conscientização da SBN realizada naquele ano, mas que continua com o seu recado sempre atual, o conhecido nefrologista afirmou: “Uma das coisas que a equipe da Sociedade Internacional [de Nefrologia] está preconizando é que se comemore o Dia Mundial do Rim, bebendo um copo d’água! Uma forma de lembrar que a água faz bem para o rim. Todo mundo brindar com um copo d’água!”

              Para outras informações, acesse os sites www.sbn.org.br e www.boavontade.com.

     Saúde espiritual e material

              Os rins devem ser muito bem tratados. Do seu bom funcionamento depende a saúde geral do organismo. Ao filtrar o sangue, tirando-lhe as impurezas, torna-se um parceiro indispensável do coração que, por sua vez, faz o fluido vital circular pelo corpo.

             Não é por acaso que esses dois órgãos estão destacadamente mencionados nas Escrituras Sagradas. No Apocalipse de Jesus, 2:23, temos a famosa passagem em que o Médico Celeste declara: “Todas as igrejas conhecerão que Eu sou aquele que sonda rins e corações. E retribuirei a cada um segundo as suas obras”. Ele conhece bem o nosso íntimo e os processos com que nos intoxicamos e desintoxicamos, porque os rins (como de certo modo o fígado) são os filtros do corpo. Espiritualmente falando, ocorre o mesmo.

               É possível observar que o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos avalia de acordo com o que produzimos, de bom ou de mau, resultante de nossas emoções (coração) e pensamentos (rins). Contudo, fica subentendido ainda que a qualidade da saúde será um reflexo do tratamento dado a essa admirável engenharia fisiológica (corpo humano) que serve ao Espírito de instrumento para evolução na Terra.

     

                 José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

     

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    Em 31/12/2018

     

    Ano-Novo e autoestima

     



                                                                                                       Paiva Netto

     

           Há décadas, indagado sobre as expectativas da virada de mais um ano, exclamei: Ano-Novo! Ano-bom? Depende de nós!

          Cada ano que desponta renova a esperança em dias mais felizes. Previsões são feitas, metas estabelecidas. Entretanto, nada se modificará se não soubermos que, por detrás do ideário de um mundo melhor, é indispensável, logo em primeira instância, uma postura íntima, espiritual-ecumênica, exteriorizada em boas ações. Há décadas, indagado sobre as expectativas da virada de mais um ano, exclamei: Ano-Novo! Ano-bom? Depende de nós!

     

               O dom da vida

             O sofrimento é uma realidade. Mas deverá ser eternamente assim? A vida é um dom. O ser humano, porém, precisa reconhecer o próprio valor, que se inicia no Plano Espiritual, de onde todos viemos. Quando se fala em desenvolvimento da autoestima da população se pensa, às vezes, somente no “desfavorecido da sorte”. Este, em diversas ocasiões, demonstra mais força de vontade do que o “bem situado”. Senão como explicaríamos a sua sobrevivência? Vejam o exemplo das mães pobres. A elite de um país é o seu povo; o que significa afirmar que desse modo deve ser tratado, para que qualquer nação cresça. Não inveje “quem está por cima”. Enquanto se faz isso, não se avança. Lembro-me de que, no colégio, aprendi que Eduardo VIII (1894-1972) – aquele que abdicou do trono da Inglaterra porque se apaixonou pela americana Wallis Simpson – tinha, digamos, uma tremenda baixa autoestima. O pai, Jorge V, que era dominador, não acreditava nele. Portanto, não julguem apenas pela aparência ou pelo status social das criaturas quando o assunto for psicológico.

            Nossa fortaleza vem de dentro. Logo, a prece é um fator essencial para nos fortificar. Não é esconderijo de covardes. Orar robustece! Por isso, vou concluir estas simples palavras com uma oração de Jesus. Sabendo Ele que as criaturas estão constantemente apressadas, deixou uma oração curtinha, embora muito eficiente. Perfeita para começar o ano, ou qualquer hora: É a Prece Ecumênica do Cristo, o Pai-Nosso, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13:

     

              Pai-Nosso — a Prece Ecumênica de Jesus

    Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome.

    Venha a nós o Vosso Reino.

    Seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu.

    O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.

    Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores.

    Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre.

    Amém!”

     

               Que essa mensagem tenha feito bem a você, para que acredite ainda mais na preciosidade que é a sua existência e siga em frente porque Deus está presente! E, se for ateu, prossiga adiante, mas fazendo o Bem, pois vale a pena viver.

     

              Tom Jobim e o ParlaMundi da LBV

    O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, em Brasília/DF, comemorou, em 25 de dezembro, 24 anos de existência. Desde que o inaugurei no Natal de Jesus, em 1994, o ParlaMundi da LBV, como também é conhecido, tornou-se referência de um local aberto à troca de ideias e proposições ecumênicas visando à Paz Mundial.

               Tom Jobim, saudoso expoente da música brasileira e um dos criadores da Bossa Nova, antes de voltar à Pátria Espiritual, em 8/12/1994, registrou seu carinho pela ecumênica proposição do ParlaMundi em um clipe para a TV: “Eu acredito na vida e gosto de viver. Isso aparece nas minhas composições. Mas agora eu quero convidar você para cantar uma canção diferente. O Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica é a Sinfonia da Solidariedade Universal”.

              Caro Tom, onde quer que esteja, pois os mortos não morrem, a nossa mais sincera homenagem pela contribuição em prol do entendimento dos povos. Suas canções perpetuam o amor e o respeito à vida, passo primeiro para o surgimento de uma sociedade verdadeiramente solidária.

             

                 Agradecimento

           Gostaria de agradecer a grande quantidade de cartas, e-mails e cartões que recebi na passagem do Natal Permanente de Jesus e pela chegada de mais um ano. Retribuo tantas manifestações de amizade, desejando a todos um 2019 repleto de realizações no Bem. Que Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos inspire na melhor condução de nossas vidas, fortalecendo em nossos corações o sentimento de Solidariedade e de Paz!

     

                José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

     

     

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    Em 22/12/2018

     

    Reflexão de Boa Vontade: A fraterna e permanente ambiência do Natal de Jesus

     



                                                                                                              Paiva Netto

     

              No princípio da Legião da Boa Vontade, muita gente estranhava que os seus programas começassem com música natalina. E até hoje há aqueles que se admiram... Mas é fácil explicar: para nós o Natal é permanente. Isto é, o atendimento ao povo deve ser diário, porque sua fome, do corpo e do Espírito, também o é. A miséria não conhece feriados. Por que então viver-se o espírito de Solidariedade apenas no dia tradicionalmente dedicado ao nascimento do Cristo? Ele a todo instante surge nos corações de Boa Vontade, sempre disposto a servir. O coração quer amar, realizar, e lhe é propícia a ambiência de entendimento, cuja expressão maior é justamente o 25 de Dezembro. O Natal é, pois, a expansão da Fraternidade Ecumênica, fato ilustrado com talento e emoção em:

     

     Um conto de Tolstoi

            “Leon Tolstoi* relata que um aldeão russo, muito devoto, tinha pedido em suas orações, durante alguns anos, que Jesus o viesse visitar, uma vez só que fosse, na sua humilde choupana. Uma noite sonhou que o Senhor, no dia seguinte, havia de aparecer-lhe; e tão certo ficou de que assim sucederia que, apenas acordou, levantou-se imediatamente, entregando-se ao trabalho de pôr em ordem a choupana, para que nela pudesse ser recebido o hóspede celeste tão desejado. Apesar de uma violenta tempestade de granizo e neve que durou todo o dia, nem por isso o pobre aldeão abandonou os preparativos domésticos, cuidando também da sopa de couves, que era o seu prato predileto, e olhando, de vez em quando, para a estrada, sempre à espera da feliz ocasião, não obstante a tempestade continuar implacável. Decorrido pouco tempo, o aldeão viu que caminhava pela estrada, em luta com a borrasca de neve que o cegava, um pobre vendedor ambulante que conduzia às costas um fardo bastante pesado. Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o para a sua choupana, pôs-lhe a roupa a secar ao fogo na lareira, repartiu com ele a sopa de couves, e só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada. Olhando de novo através da vidraça, avistou uma pobre mulher toda embaraçada, à procura do caminho, na estrada coberta de neve. Foi buscá-la e abrigou-a também na choupana, mandou-a aquecer-se ao lume benfazejo do lar, deu-lhe de comer, embrulhou-a na sua própria capa, e não a deixou partir enquanto não readquiriu forças bastantes para a caminhada. A noite começava a cair. E, contudo, nada havia que pudesse anunciar a vinda de Jesus. Já quase sem esperanças, o pobre aldeão abriu a porta, ainda mais uma vez. Estendendo os olhos pela estrada, distinguiu uma criança e certificou-se de que ela se encontrava perdida no caminho, de tão cega que estava pelo granizo e pela neve. Saiu mais uma vez, pegou na criança quase gelada, levou-a para a cabana, deu-lhe de comer, e não demorou muito para que a visse adormecida ao calor da lareira. Sensivelmente impressionado, o aldeão sentou-se e adormeceu também ao fogo do lar. Mas, de repente, uma luz radiosa, que não provinha do lume da lareira, iluminou tudo! E, diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca.

     “– Ah! Senhor! esperei todo o dia, e Vós sem aparecerdes, lamentou-se o aldeão. E Jesus lhe respondeu: – Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: o pobre vendedor ambulante, a quem socorreste, aqueceste e deste de comer, era Eu; a pobre mulher, a quem deste a tua capa, era Eu; e essa criança a quem salvaste da tempestade, também era Eu... O Bem que a cada um deles fizeste, a mim mesmo o fizeste!”

     

    Como Jesus nos visita

             Isso constantemente acontece no mundo. Todos os dias Jesus nos visita na forma da viúva, do órfão, do faminto, do desempregado, do necessitado de uma palavra de conforto moral e de salvação espiritual. E quanta vez, dizendo adorá-Lo, na verdade a todo instante O negamos, precisamente no campo em que o Seu Evangelho-Apocalipse merece ser vivido: na liça diária. Não se pode vivenciar a Religião ociosamente, como se fosse um festejozinho irresponsável de fim de semana. Por isso Jesus adverte no Seu Evangelho, segundo Mateus, 16:27: “Porque o Filho de Deus há de vir na glória de Seu Pai, com Seus Anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras”. E em Seu Apocalipse, segundo João, 22:12: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.

             O combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à sorte do vizinho.

    * Leon Tolstoi (1828-1910) — célebre escritor russo.

     

    José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

     

     

     

     

     

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    Em 14/11/2018

     

    Depressão infantil

     



                                                                                                        Paiva Netto

     

     

                    Levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstra que, em todo o planeta, 20% das crianças e dos adolescentes apresentam sintomas de depressão, como irritabilidade ou apatia e desânimo. Os dados referentes ao Brasil sugerem que esse tipo de distúrbio se faz presente entre 8% e 12% da população infantojuvenil.

                        É um número preocupante. Saber lidar com essa problemática, que jamais esteve restrita a adultos e idosos, é providência urgente para pais e educadores.

                       O programa Educação em Debate, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), que discute os principais assuntos da educação pela ótica da Espiritualidade Ecumênica, entrevistou o dr. Gustavo Lima, psiquiatra da Infância e da Adolescência, que nos aponta algumas causas da depressão nas fases iniciais da vida e como notá-las: “Primeira coisa — uma investigação clínica pormenorizada. Segunda coisa — é muito importante lembrar que os transtornos afetivos na infância e na adolescência são de causa multifatorial, ou seja, diversos fatores podem causar a depressão: genéticos, ambientais, entre outros. Entretanto, na nossa prática clínica, o que aumenta muito a chance de uma criança ficar deprimida são os ambientes familiar e escolar desfavoráveis”.

    Diferença comportamental

                  O que dificulta, de certa maneira, pais e educadores perceberem que o filho ou o educando está deprimido é o comportamento dessa patologia entre as faixas etárias: “Diferentemente dos adultos, as crianças não ficam deprimidas o tempo inteiro. Às vezes, os pais deixam de levar o filho para uma avaliação porque em algum momento do dia ele se divertiu. E isso não significa que não esteja deprimido”, esclareceu o especialista.

                  E alertou ainda: “É preciso, também, muito cuidado com os sintomas de ideação de morte, quando vêm à mente ideias suicidas. Quando você está diante de uma criança deprimida com esses sintomas, é muito importante uma avaliação médica e um tratamento com psicólogo. Em alguns casos, dependendo da gravidade, recorrer a tratamento farmacológico”.

    Prevenção

                   Para o dr. Gustavo Lima — que é membro do Programa de Atendimento a Transtornos Afetivos do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP —, existem algumas atitudes que podem ajudar a prevenir a depressão nas crianças: “Além de um acompanhamento pediátrico, cuidar das horas de sono e da alimentação, um ambiente familiar estruturado é fundamental. Outra coisa importante é uma escola que favoreça o desenvolvimento da criança, que consiga identificar as reais potencialidades dela. Então, saúde, bem-estar, ambientes familiar e escolar favoráveis, prestar atenção também em questões genéticas contribuem, e muito, para se prevenir a depressão infantil”.

                       Atentemos, pois, às elucidativas recomendações do dr. Gustavo Lima. E não descuidemos de proporcionar aos pequenos e aos jovens um espaço sadio, enriquecido por uma Espiritualidade Ecumênica orientada pelos melhores princípios éticos. Desde cedo, devemos ter consciência de que a prece, a meditação, a confiança em Deus ou nas forças da Natureza são eficientes recursos ao equilíbrio bio-psíquico-espiritual.

     

     José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

     

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    Em 26/09/2018

     

    O mundo pede Paz

     



              O fantasma das guerras, grandes ou pequenas, de diferentes formas, ainda nos ronda. Então, é igualmente hora de falar na Paz e de lutar por ela, sem descanso, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá*, na redução da criminalidade.

              Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se acostumarem ao absurdo, este irá tomando conta de suas existências. (...)

     

             Sociedade Solidária Altruística Ecumênica

             Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16).

     

            Ora, João Evangelista, em sua Primeira Epístola, 4:8, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor”.

     

                 Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva solidária e altruística nascida do Seu coração, firmada no Seu Mandamento Novo — “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Nisto reconhecerão todos que sois realmente meus discípulos, se tiverdes Amor uns pelos outros” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35) , a Lei da Solidariedade Espiritual e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.

     

            Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço espiritual, moral e ético. A Esperança de um futuro melhor é chama que não se apaga no coração perseverante no Bem.

     

               Outro paradigma

                Deve haver um paradigma para a Paz. Quem? Os governantes do mundo?! Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam? Tem sido assim a história da “civilização”... “Quousque tandem, Catilina, abutere patientia nostra?” (Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz, devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Boa Nova, consoante João, 14:27 e 1, e Mateus, 28:20). Que tal experimentá-lo?

     

                Roteiro Espiritual

                  Que todos nós possamos cultivar em nossos lares o Amor Universal preceituado pelos grandes luminares da Humanidade. É o convite que Jesus também nos faz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abri-la para mim, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse, 3:20). Essa passagem bíblica – juntamente com Efésios, 6:10 a 20, e Apocalipse, 19:11 a 21 – compõe o Roteiro Espiritual para a Vitória, uma feliz sugestão do respeitado político brasileiro Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito. Objetivo: compreender a origem espiritual dos desafios diários e vencê-los sob a inafastável Proteção Celeste.

                  Voltaremos ao assunto.

                

                  José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

     

     

     

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    Em 15/08/2018

     

    Pais de Boas Obras

     



              Paiva Netto

     

             Dia dos Pais! Nosso pensamento se eleva em primeiro lugar ao Pai de todos, o Celestial, que gerou nossos pais e fez igualmente de nós pais. Alguns argumentam: “E como ficam os homens que não têm filhos?”

              Já expliquei que pai também é aquele que faz nascer boas obras — como que suas filhas —, o que levanta indispensáveis construções espirituais e sociais — como que seus filhos. Grandes figuras da humanidade não foram genitores no sentido literal da palavra, contudo trouxeram à Terra filhos livros, descobertas científicas e desbravamentos filosóficos, morais, políticos, religiosos. São admiráveis descendentes que beneficiam multidões, geração após geração.

              Aos pais de filhos espirituais, carnais, morais, sociais, o reconhecimento fraterno da Legião da Boa Vontade, dos seus Centros Comunitários, Educacionais, Culturais, Artísticos, Esportivos; do Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP; do Centro Comunitário de Assistência Social Alziro Zarur, da LBV, em Glorinha/RS; de todas as obras que sustentamos pela força da Fé Realizante, porque a Fé, ensinou Jesus, remove montanhas.

                E mais afirmou o Divino Chefe: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho, segundo Marcos, 9:23).  A quantos o Excelso Taumaturgo tem convidado: “Levantai e andai!” (Evangelho, consoante Lucas, 5:23). E caminharam. A quantas pessoas ordenou: “Vede!” E viram. O Cristo curou cegos de nascença (Evangelho, segundo João, 9:1 a 91). Porque cada um recebe, Ele mesmo adverte: “de acordo com as obras de cada um” (Evangelho, segundo Mateus, 16:27; e Apocalipse, 20:13).

                 Seres de Boa Vontade, do Brasil, do mundo, do plano espiritual ainda invisível aos nossos parcos sentidos físicos, para a frente e para o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista! Como disse o Irmão André Luiz, Espírito: “A LBV é a nossa caravana de agora. Não nos iludamos: Jesus segue na vanguarda do nosso Movimento”.

     

              Oração dedicada aos pais

               Vamos elevar o nosso pensamento a Deus, ao Pai Celestial. Pedir a Ele a proteção para os pais terrenos. Na dor, no sofrimento, na guerra, a primeira invocação que se ouve por parte dos que padecem é o nome daqueles que os geraram. Agora, vamos orar a Prece Ecumênica de Jesus, a Oração do Senhor deste planeta, que se encontra no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:9 a 13.

                “Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome. Venha a nós o Vosso Reino. Seja feita a Vossa Vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre. Amém!”

     

    O sentido da liberdade verdadeira

               “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores.”  Fosse essa a súplica permanente do mundo e muita coisa se transformaria. Porque, para começar, estaríamos pedindo ao Criador o pão espiritual, a fortaleza para a nossa mente, o sentido da liberdade verdadeira, a independência de julgamento, que só pode vir pela celeste inspiração. Se o corpo precisa do alimento material, o Espírito necessita do pão da liberdade.

                 Mas o que é a liberdade? As mãos livres para fazer mal ao semelhante? Para infamar, para caluniar, uma comunidade, uma família? Não! Isso seria o mal estabelecido. A liberdade tem de ser iluminada pelo coração que ama, respeitando-se a Justiça que provém de Deus. Isso é que é moral, justo! Todavia, para que essa concepção possa, na verdade, viger, edificando um país, temos de procurar a compreensão do que seja realmente a Lei Divina.

                Urge nos conscientizarmos de que o Amor Fraterno é também Justiça, não condescendência com o erro. Alguém pode perguntar: “Mas o que está certo e o que está errado?”  O que causa prejuízo e dor não pode estar correto. O desequilíbrio da humanidade vem muito disso.

     

    Jesus como paradigma

               Salve o Dia dos Pais, o Dia das Mães, dos Avós! Salve, Jesus! Às crianças e aos jovens do Brasil e do exterior, a nossa saudação! Que a grama verde (a mocidade), descrita no estudo sem tabus do Apocalipse, não seja destruída. Do contrário, não haverá continuidade de vida na Terra. E quando falamos não ser aniquilada a juventude, não pensamos somente no sentido restrito da morte do corpo físico, porque, se a consciência estiver falida, estaremos mortos também. Existem o intelecto e a consciência. A segunda conduz-nos à sabedoria, quando iluminada, se assim o quisermos, pela Bondade Divina.

               Que a Paz de Deus esteja agora e sempre no coração de todos e de todas, quer acreditem na Espiritualidade Superior, quer sejam ateus ou ateias! O importante é ser honesta, digna; ser honesto, digno. Aí está o segredo: Jesus como paradigma! Que Ele tenha piedade de nós, e que a Sua generosidade conduza os nossos destinos!

               Finalizando, registro, emocionado, meus sinceros agradecimentos ao meu saudoso pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Um dos principais responsáveis pela minha formação cultural, ainda que modesta. Constantemente me presenteava com livros, preocupado que foi com a educação do filho, como também de minha irmã, Lícia Margarida (1942-2010). Receba, seu Bruno, onde estiver, ao lado de dona Idalina (1913-1994), um beijo no coração!

                     José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

     

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    Em 13/07/2018

     

    Erradicar o trabalho infantil

     



                Assunto sempre em voga, temos o objetivo de contribuir para a erradicação desse preocupante quadro social. É preciso maior discernimento de todos nós dos malefícios que o trabalho infantil traz às novas gerações. As mulheres — que, por sinal, comemoram o seu dia em 8 de março, detentoras do sublime dom da maternidade — compreendem bem essa proteção especial que a sociedade deve às crianças.

                Para a procuradora de Justiça dra. Maria José Pereira do Vale, o primeiro passo para o sucesso dessa empreitada é modificar a cultura que acha benéfico para os pequeninos o trabalho na fase infantojuvenil.

                 Conscientização familiar

    Coordenadora colegiada do Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, a dra. Maria José, ao participar do programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), apresentou providencial campanha promovida entre organizações da sociedade civil e o poder público, cujo slogan esclarece: “Criança que estuda pode escolher o seu futuro. A que trabalha não”.

                Defendeu a procuradora: “Essa mudança de cultura que dá prevalência ao estudo requer uma conscientização dos pais. Eles têm de estar muito cientes de que o estudo é fundamental na vida dos filhos, que nessa fase têm de se ocupar com a escola, com as atividades e brincar. Brincar é um direito que está no nosso ordenamento jurídico, e a brincadeira influi, e muito, no crescimento da criança e estimula a criatividade. É muito importante também para a fase adulta”.

                O que é trabalho infantil?

    Quanto aos adolescentes, de acordo com a legislação trabalhista brasileira, a dra. Maria José enfatizou que “eles podem trabalhar a partir dos 16 anos. Essa é a idade permitida por lei com registro em carteira, desde que não seja em hora extra, turno noturno e atividades que comprometam o desenvolvimento da sua moralidade”.

               Existem, porém, casos em que o indivíduo ingressa no mercado de trabalho a partir dos 14 anos. A procuradora explicou: “Trata-se de um contrato de aprendizagem. Além do registro em carteira, ele propicia ao adolescente o estudo de uma ocupação, que o tornará, em dois anos, um profissional na área em que atua”.

               Conforme ela ressaltou, nosso país é signatário da Convenção Internacional 182, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as formas mais graves de trabalho infantil, entre as quais a exploração sexual e o trabalho nos lixões e no meio de substâncias entorpecentes. As penas para esses crimes são severas.

               Você sabe que, em pleno terceiro milênio, o Brasil ainda possui 2,6 milhões de crianças envolvidas com o trabalho infantil? Os dados constam de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2015, divulgadas em 2016.

               Se presenciar a exploração de crianças e adolescentes, ligue — de qualquer parte do território nacional brasileiro — para o Disque-denúncia da Procuradoria Regional do Trabalho da 2a Região: 0800 11 1616.

                Grato, dra. Maria José, pelas elucidativas informações. Na Legião da Boa Vontade, há décadas, oferecemos o programa Criança: Futuro no Presente!, que colabora para o protagonismo de crianças e adolescentes de 6 a 15 anos em situação de vulnerabilidade social, considerando a história de vida e as singularidades deles. É uma ação que proporciona reforço didático, desperta, pelo lúdico, competências e habilidades, promove os valores espirituais, éticos e ecumênicos e integra a família.

                                         

                                  José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

                                                      paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

     

     

     

     

     

     

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    Em 13/05/2018

     

    Mães, Lei Áurea e saúde

     



               O Dia das Mães e da Abolição da Escravatura, comemorados em 13 de maio, nos conduzem a importantes reflexões. O zelo materno no cuidado da saúde dos filhos e o alto significado da Lei Áurea são dois simbolismos que devem iluminar as boas iniciativas de libertação do ser humano dos escravismos que lhe prejudicam a existência. Entre eles estão os comportamentos de risco, a exemplo da falta de critério na alimentação e do vício do fumo.

               Recentemente, o Ministério da Saúde apontou que o número de pessoas acima do peso vem aumentando. E, apesar de os dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) demonstrarem que o número de fumantes no país segue em queda, todos sabemos que muito há que ser feito. Vale ressaltar as palavras da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan: “O Brasil é um líder no controle do tabaco, deve manter o bom trabalho”.

               Quanto ao excesso de peso, é inegável que a falta de um bom planejamento alimentar e de exercícios físicos leva a população a pôr em risco o próprio bem-estar. O acesso à informação é fundamental para que tenhamos hábitos melhores. É na infância que se molda igualmente os bons costumes alimentares. Está mais que comprovado que o consumo exagerado de comida industrializada não faz bem ao organismo. Um cardápio saudável, rico em frutas, legumes e verduras, por exemplo, é um bom início para mudar esse quadro preocupante.

                Acrescente-se a tudo isso a boa saúde de nossas Almas. Busquemos nas boas obras e na oração os nutrientes do Céu. Não podemos desprezar o Alimento Celeste, com o qual o Criador sustenta Suas criaturas. Deus é superior aos limites que o ser humano queira impor a Ele.

        José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

    paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

     Biografia - José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.

     

     

     

     

     

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