Espaço do Leitor
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    Em 10/03/2017

     

    PRU MODE?

     



               Certa vez, encontrei-me com o professor Dorgival Terceiro Neto nos corredores da Central de Aulas da UFPB e travamos o seguinte diálogo: - Vai dar sua aulinha Professor? E a resposta, com a irreverência que lhe era peculiar: - Não, meu filho, eu não sei ensinar e nem os meninos querem aprender!

                Por estes dias, lembrei-me das sábias palavras do saudoso mestre quando li algumas pesquisas sobre o ensino no país, feitas pelo IBGE. Alguns desses dados, em especial, chamaram-me atenção, senão vejamos: segundo o IBGE, de cada 100 alunos do ensino médio, apenas sete sabem matemática; 28 aprendem português, e por aí vai. A mesma pesquisa em relação aos professores e suas matérias correlatas: 73% dos professores de física não têm formação na matéria, 46% dos professores de química, idem, e um terço em relação à matemática. Ora, com estes números devastadores, não é de se estranhar que somente os alunos com as menores médias no ENEM busquem o magistério como profissão.

                A mesma pesquisa também mostrou que, no início da carreira do magistério, a diferença salarial, em relação às demais carreiras, e de aproximadamente 11%, porém, já nos primeiros dez anos, este percentual chega a 44%, daí o pouco interesse pelo sacerdócio do magistério. Agora, se você não tem vocação, procure outra carreira, e não use o magistério como trampolim para fazer política partidária ou sindical, como ocorre com grande parte dos professores. Quando o governo federal anunciou a reforma do ensino médio, houve gritos e ranger de dentes, com a molecada sendo estimulada, por muitos mestres, a invadir as escolas, sob o argumento de que aluno do ensino médio já é politizado o bastante para ser contra a tal reforma.

              Que reforma? Quando os repórteres entrevistavam os alunos e perguntavam sobre a MP da reforma, nenhum tinha sequer lido o texto, e seguia a pergunta: Então por que a ocupação? E a resposta era óbvia: bem, pintou uma bagunça!!! Então, este é o retrato do ensino no Brasil, como dizia o saudoso mestre Dorgival Terceiro Neto, “Gente que não sabe ensinar, ensinando gente que não quer aprender”. Assim, quando o governo propõe uma reforma para melhorar a qualidade do caótico ensino, logo surge a oposição dos que não sabem ensinar, e, pior, induzindo a baderna dos que não querem aprender. Como resultado, milhões de brasileiros hoje no: nem, nem, nem, Nem estuda, nem trabalha e nem procura. Como diria o celebre personagem interpretado pelo brilhante Jô Soares: “A ignorância da juventude é um espanto” Vôte!

     

              Ocino Batista, professor e diretor da Vara do Trabalho de Itaporanga.

     

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    Em 10/12/2016

     

    Sentença que mudou a rota de uma vida

     



              Dentre as milhares de decisões que proferi na carreira de juiz, há uma que me traz uma lembrança especial porque mudou a rota de uma vida.

               A sentença a que me reporto veio a se tornar muito conhecida porque pessoas encarregaram-se de espalhá-la: por xerox, primeiramente; depois por mimeógrafo; depois por e-mail; finalmente, veio a ser estampada em sites da internet. Primorosos trabalhos de arte foram produzidos a partir do caso, por pessoas que não conheço pessoalmente.

              A protagonista do caso judicial chama-se Edna.

              Hoje, aos 80 anos, a memória visual me socorre. Sou capaz de me lembrar do rosto de Edna e do ambiente do fórum, naquela tarde de nove de agosto de 1978, há trinta e oito anos portanto. Uma mulher grávida e anônima entrou no fórum sob escolta policial. Essa mesma mulher grávida saiu do fórum, não mais anônima porém Edna, não mais sob escolta porém livre.

              Após ouvir, palavra por palavra, a decisão que a colocou em liberdade, Edna disse que se seu filho fosse homem ele iria se chamar João Batista. Mas nasceu uma menina, a quem ela deu o nome de Elke, em homeånagem a Elke Maravilha.

              Edna declarou no dia da sua liberdade: poderia passar fome, porém prostituta nunca mais seria.

              Passados todos estes anos, perdi Edna de vista. Nenhuma notícia tenho dela ou da filha. Entretanto, Edna marcou minha vida. Primeiro, pelo resgate de sua existência. Segundo, pela promessa de que colocaria no filho por nascer o nome do juiz. Era o maior galardão que eu poderia receber, superior a qualquer prêmio, medalha, insignia, consagração, dignidade ou comenda.

               Lembremo-nos de Jesus diante da viúva que lançou duas moedinhas no cesto das ofertas: “Eu vos digo que esta pobre viúva lançou mais do que todos, pois todos aqueles deram do que lhes sobrava para as ofertas; esta, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver.” (Lucas, 21, 1 a 4).

                Edna era humilde e pobre. Sua maior riqueza era aquela criança que pulsava no seu ventre. Ela não me oferecia assim alguma coisa externa a ela, mas algo que era a expressão maior do seu ser. Se a promessa não se concretizou isto não tem relevância, pois sua intenção foi declarada. O que impediu a homenagem foi o fato de lhe ter nascido uma menina. Em razão do que acabo de relatar, se eu encontrasse Edna, teria de agradecer o que ela fez por mim. Edna me ensinou o que é ser juiz. Edna me ensinou que mais do que os códigos valem as pessoas. Isso que eu aprendi dela tenho procurado transmitir a outros, principalmente a meus alunos e a jovens juízes.

              Segue-se a íntegra da decisão extraída da folha 32 do Processo número 3.775, da Primeira Vara Criminal de Vila Velha: A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si, mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar, numa homenagem à Maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.

             É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo tão injusto com forças para lutar, sofrer e sobreviver.

             Quando tanta gente foge da maternidade; quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas; quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da Terra e não reduzir os comensais; quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.

             Este Juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua Mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão. Saia livre, saia abençoada por Deus, saia com seu filho, traga seu filho à luz, que cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, algum dia cristão.

             Expeça-se incontinenti o alvará de soltura.

           João Baptista Herkenhoff, juiz de Direito aposentado. Foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória.

    E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com

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    Em 15/10/2015

     

    Aos nossos mestres

     



    Maravilha de toda humanidade

    Sem você nosso mundo o que seria?

    Sem ter a sua maestria

    Que nos prima de tal capacidade

    Nos mostra o caminho da verdade

    Ilumina nossa estrada com saber

    Dando-nos com amor e com prazer

    O dom que mantem nossa ciência

    Profissão que só traz benevolência

    É a sua professor por merecer

     

     Bonito é o teu dom de ensinar

    De bondade faz a tua criação

    Teu brilho nos mostra a paixão

    O prazer de poder lecionar

    Pra fazer nossa vida melhorar

    Repassando tua gloria com louvor

    Nos mostra como é grande o teu valor

    Que o mundo não faz por merecer

    As honras que merece todo o ser

    Batizado aqui de professor

     

     

    Grande é o poder de semear

    A semente que traz sabedoria

    Com a força de vontade que nos guia

    Num futuro de grandeza e bem-estar

    Nossos sonhos poder realizar

    Transmitindo com orgulho seu saber

    Que mantém nossa vida de prazer

    Fazendo nosso mundo se orgulhar

    E num grito de amor pode falar

    Amamos-te como pai e como um ser.

     

     Nicário Palmeira – poeta popular de Itaporanga.

    Foto: alguns dos professores do Semeão Leal, a mais antiga escola pública de Itaporanga

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    Em 23/08/2015

     

    RURAL - o meu sonho de consumo

     



    Não quero mais sua fotografia no mural

    E nem sofrer a saudade daquele passado,

    Onde nele viajava buscando a área rural,

    O cantinho de um mundo tão encantado.

     

    Esse era o carro rural que desde 1975

    Foi fabricado com o motor Ford, OHC,

    De quatro cilindros e 2,3 de cilindrada

    Com a potência aproximada de 90 hp*.

     

    Transportava sem qualquer problema

    Toda a família e ainda alguns amigos.

    Foi aí que nele entrei e me apaixonei;

    E logo passeei sem medo dos perigos.

     

    Eram muitas léguas de lamas e poeiras                                    

    Onde o olhar corria desesperadamente

    À procura do instante vindo das matas

    E dos lençóis de águas na minha frente.

    Enquanto um cordão em minhas mãos

    Arrastava-se pelo chão daquelas terras,

    Conhecendo as serras, sem contramão,

    Oferendas daquele tempo sem guerras

     

    Onde os passarinhos cantavam solenes

    Em cada passagem ou em cada estação

    Suas lindas canções aos seus visitantes

    Que as ouviam com a extrema emoção.

     

    Era o exato cenário de extrema beleza

    Captado pelos olhares em cada janela

    Daquele carro seja de cor branca, azul,

    Vermelha, verde, marrom ou amarela.

     

    Hoje, nem cor e nem lataria dele se vê.

    Só meus sonhos tentam trazer ao real

    Essa Rural, o meu sonho de consumo,

    Condutor fiel desse valor sentimental.

     

    João Pessoa, 23 de agosto de 2015 – 15h38min.

     

    José Ventura Filho, natural de Piancó e radicado em João Pessoa.

     

    * hp ( cavalos - vapor)

     

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    Em 12/06/2015

     

    ONTEM, HOJE E AMANHÃ (para os namorados)

     



    Tempo bom foi o passado, quando éramos namorados
    Sentávamos lado a lado, beijos eram trocados
    A todo instante, caricias se deslizavam
    Voltávamos abraçados, um para cada lado
    Os lados transformaram um lado
    O lado transformou num lar
    O lar foi aumentado com os filhos da gente
    Hoje somos felizes e contentes
    Ontem foi bom, hoje somos felizes
    Amanhã não será diferente
    Pois veem os nossos descendentes
    De uma coisa estamos certos
    Nosso amor não é materno, mas será eterno

    Tarcísio de Alexandria Leite, de Itaporanga, em 12/06/2015

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    Em 15/05/2014

     

    FAXINA EM NOSSO VIVER

     



    Procurando buscar nos fios da minha memória como fazer uma faxina nesse viver, encontro esse espaço, como momento certo, para render as minhas homenagens a todos os Garis, espalhados em todo mundo.
    O dia 16 de maio foi fixado como o Dia do Gari, através de uma lei instituída em 31 de outubro de 1962, ano que ainda víamos flores, bosques, praças e ruas limpas; tomávamos banhos em rios, cachoeiras e mares, sem quaisquer preocupações no trato das poluições... Hoje, sentimentos de revoltas são tamanhos que não têm retornos...
    O surgimento do nome “Gari” se deu durante o Império, no Rio de Janeiro, quando os trabalhadores responsáveis pela coleta de remoção do lixo, naquela época, eram contratados pelo empresário chamado de Aleixo Gari para o desempenho dessa importante atividade.
    De lá para cá, os garis, dignos trabalhadores anônimos, vestidos de uma honestidade transparente, pais de famílias humildes e sofridas, tão nobres e de almas puras, varrem e recolhem, diuturnamente, os resíduos, lixos e impurezas orgânicas, deixados pelo afronto das nossas sobras, dos nossos relaxamentos, das nossas irresponsabilidades e falta de conscientização.
    O preconceito a essa profissão é visível, igual ao cheiro forte das substâncias podres as quais jogamos ao léu, sem qualquer compromisso com a nossa saúde e ao meio em que vivemos, porque o nosso marasmo é grande quanto a esse problema.
    Assim, devemos reconhecer essa profissão tão digna e tão bem realizada pelos nossos irmãos garis, ajudando-os, efetivamente, nas campanhas voltadas à reciclagem dos materiais orgânicos jogados nos lixos, devidamente selecionados e acondicionados em sacolas apropriadas, a fim de que esses produtos sejam aproveitados da melhor maneira possível, sem causar danos irreparáveis ao nosso tão maltratado habitat.
    José Ventura Filho - Joseventurafilho.blogspot.com.br

     

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    Em 12/02/2014

     

    Governo desgovernado II

     



    Por Francisco Nicolau (Chico do Mogi) - Quando se governa um município é esperado que o chefe do executivo faça valer a esperança do povo, e que tenha pulso firme em suas decisões. Decisões que sejam de encontro aos anseios da sociedade e que sejam colocadas em prática para satisfazer as pessoas que votaram, acreditando neste governo.
    Mas o atual governo municipal, em seu projeto feito durante a campanha, até agora não saiu do papel. São louváveis as expectativas do povo itaporanguense, mas o que esperar de um governo municipal que no começo de sua gestão baixa dois decretos e estes decretos simplesmente foram por água abaixo? Para governar uma cidade progressista como esta que vivemos, onde a cada dia cresce mais e mais, o chefe do executivo tem que mostrar serviço e ser determinado nas suas ações. O que se ver do prefeito é reclamações e reclamações por parte dos cidadãos desta terra, quando escuta o rádio ou lê algumas matérias na internet: é lixo em todas as ruas; é entulho nas principais avenidas da cidade; é material de construção tomando conta dos canteiros, um simples conserto de uma retransmissora de TV que demora demais.
    Enfim, é um governo que não tem comando, a realidade é esta. Não venham me dizer que ainda é cedo, que o governo começou agora, porque para mim isto é balela de puxa-saco. Quando se quer fazer e tem vontade de realizar, tudo dá certo e faz acontecer. Já estamos a um ano e dois meses deste governo e até agora nada de obra no município.
    Outro assunto que vem tendo uma expectativa por parte de alguns eleitores do prefeito é quanto a seu apoio político nas próximas eleições. A maioria dos prefeitos e lideranças da região já declarou em quem irá votar para governador, deputado federal e estadual, mas o prefeito de itaporanga ainda não se decidiu. Alguns dizem que ele teria compromisso com Aníbal Mascolino para estadual, e Ruy Carneiro para faderal, mas, na última passagem deles pela cidade, ficou comprovado que o prefeito poderá não cumprir esse suposto compromisso. Com quem será que o prefeito votará? Aguardemos os próximos capítulos.

     

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    Em 03/02/2014

     

    ENCONTRO COM O TEMPO

     



    José Ventura Filho - Na rota da velocidade dos acontecimentos diários, o tempo é o grande propulsor desse movimento, sem se importar com a situação social, moral, emocional e intelectual de cada pessoa. Para uns, ele é determinante e não há fórmula para poder pará-lo...
    Não obstante esse entendimento, ora dominante pela maioria errante, tenho, a meu ver, que podemos ser cúmplice do tempo, pedindo-lhe permissão para apagá-lo ou suspendê-lo em um plano imaginário, pelo menos temporariamente, quebrando as regras estabelecidas pelo processo existencial da natureza da vida, até encontrar o estágio a qual queremos encontrar...
    É uma faceta muito sutil e difícil de ser encontrada, porque é ponto ou uma área imperceptível, revestida de tanta procura e curiosidade, merecida de um sopro investigativo para atingir o seu objetivo...
    Como devemos fazer ou estabelecer o surgimento dessa realidade ou sonho? Primeiramente, temos que ir à sua direção, filtrando e reconhecendo as nossas falhas e as nossas virtudes e, em seguida, adentrarmos no mundo subjetivo, cheio de perseverança, de sinceridade, de humildade e de brilho nos olhos, ingredientes eficazes para trazer esse momento tão perquirido por todos nós.
    Quando nós estamos de bem, em nosso profundo interior, queremos que o tempo pare e esteja a nossa disposição. Quando tristes, desejamos que ele passe rapidamente, como um facho de luz.
    Entre o meio termo, sento-me na calçada do tempo e me torno um menino, enveredando no mundo do querer, da serenidade e da simplicidade, desprezando a inveja e os conceitos sociais impostos pela sociedade. É assim que me encontro com ele...
    Discordo, em parte, dos versos da melodia do Cazuza, quando diz: “o tempo não pára...” Para sim, quando, nele, tornamos os momentos vividos intensamente em pingos de felicidade, eternizando-o no crivo da nossa memória.
    Portanto, o tempo, se é que existe, é de cada um e, dele, devemos saber conquista-lo, respeitando o tempo dos outros.

    João Pessoa, 18 de janeiro de 2014 – 18h30min.
     

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    Em 01/02/2014

     

    Avaliando a gestão de Itaporanga

     



    Francisco Nicolau (Chico do Mogi) - Conversa começa hoje. Um governo desgovernado! Desde que os jovens itaporanguenses começaram a votar, tinham em mente um simples objetivo: mudar a postura de um governante no município, eleger um prefeito que tivesse uma nova cara, que fosse diferente de todos os que até então passaram pelo poder, mas este objetivo foi por água abaixo. Pelo menos é o que está se desenhando neste mandato do atual prefeito de Itaporanga.
    Mandato este que foi esperado com muito entusiasmo por todos os cidadãos itaporanguenses. Quando se começa um mandato de prefeito procura-se pessoas que sejam compatíveis com as secretarias que vão ocupar, pessoas habilitadas naquela área que irão prestar serviço, mas neste governo o que se vê é o contrário: o secretário de infraestrutura, no mandato passado, fazia mudas de plantas na secretaria de Agricultura; o secretário de Administração, até pouco tempo, era prestador de serviço no colégio padre Diniz; o diretor de trânsito não tem nenhuma formação na área.
    Pelo menos acertou em três secretárias, que, diga-se de passagem, são capacitadas nas áreas que ocupam, um grande exemplo é sua digníssima esposa Naura, secretária de Ação Social, que atende a população com muita dignidade. Outra muito capacitada é Aparecida, na secretaria de Saúde. Pode não fazer muito pelo povo, mas tem conhecimento na pasta e tem recursos para fazer. Outra capacitada é Zilene, na Educação. Enfim, três pastas acertadas. Basta o prefeito deixar que façam o trabalho sem cor partidária.
    Pelo outro lado, não foi positiva a maneira que o prefeito Berguim encontrou para solucionar o problema do trânsito, tirando os garis que faziam os serviços de limpeza da cidade para serem fiscais. E o pior de tudo é que não contratou ninguém para substituir os garis. Com os que vinham trabalhando, a Prefeitura não dava conta do lixo, imaginem agora. Isto é uma vergonha, onde estão os vereadores que não entraram com uma ação junto ao Ministério Público contra este descalabro?. Desvio de função, isto é um crime: tirar pessoas concursadas no município para gari e desviar e botar para fiscal de trânsito. Faça concurso, prefeito.
    Outro aperreio que o prefeito Berguim terá pela frente é encontrar uma maneira de demitir funcionários contratados no seu governo que têm dois empregos. Se realmente o TCE intimou o prefeito, ele é obrigado a cumprir. Já imaginou quantas vagas irão sobrar?

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    Em 13/01/2014

     

    “EU CONFIO EM NOSSO SENHOR, COM FÉ, ESPERANÇA E AMOR”.

     



    Superar as dificuldades do dia a dia sempre merecem buscas de acontecimentos revestidos de confiança, fé, esperança e amor; sentimentos estes tão nobres, hoje tão difíceis de praticá-los por conta dos graus de dificuldades e distanciamentos entre as pessoas as quais estão envolvidas e ludibriadas pelos apelos de uma falsa realidade social.
    É fácil pronunciar o nome confiança; até mesmo é denominado nome de firma de fechadura; porém, para abrir a porta do que ela significa ou representa em nossos corações, é necessário total atenção, tanto na procura do seu significado, quanto no seu exercício pelos nossos atos.
    O espaço não dá para esmiuçar a sua essência; mas, resumidamente, entendo ser o grau mais alto de intimidade em que a pessoa deposita e permite que o amigo possa desfrutar de todas as suas angústias; seus erros; suas alegrias; seus segredos, seus desejos, entre outros motivos de sua intimidade... É o segredo do cofre, que guarda todo o tesouro do coração, ofertado ao outro, com segurança, devoção e sem qualquer temor, que implique preocupação, medo ou desconfiança de serem exteriorizados à ridicularização...
    A fé, em seu sentido religioso, é acreditar nos ensinamentos bíblicos e ou em outros emanados de crenças... No sentido comum, é a afirmação como verdade; não há qualquer questionamento voltado à dúvida, porquanto, está intimamente atrelada à confiança e a esperança. Há um desprendimento direcionado para atingir uma mudança ou valorização pessoal de forma positiva em seu querer... Ressalte-se: “a fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção fatos que se não veem” (Hb 11.1).
    Já a esperança é o acreditar naquilo, mesmo com indicação da sua impossibilidade, que possa concretizar a sua intenção ou o seu desejo. Também tem o liame com a fé e a confiança.
    Por fim, o amor, propulsor de todas as emoções, transformações e realizações, alcançadas pelo ser humano, o qual Deus, com plena confiança, deu-lhe o livre arbítrio na esperança dele realizar o bem, sem olhar a quem, para alcançar o caminho da paz e do amor maior...
    João Pessoa, 24 de novembro de 2013. – 13h36 min.
    José Ventura Filho

     

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    Em 19/12/2013

     

    Perseguição a Trabalhador: Política Antidemocrática

     



    “Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Essa é a mais bela qualidade de um revolucionário.” Che Guevara
    Lendo o Jornal Folha do Vale vi a notícia: Pai de 3 filhos e dormindo numa garagem, concursado desiste de emprego alegando perseguição1. Isso ocorreu em Nova Olinda-PB. O trabalhador que pediu demissão é procedente de Patos-PB. Mesmo assim ele cumpria, sem nenhum problema, sua função de motorista, desde quando assumiu o cargo há cinco meses. Sem nenhum problema por parte dele. Mas com sérios problemas por parte da prefeitura de Nova Olinda, que começou a mudar o horário de trabalho e atrasar o salário do trabalhador. Segundo o Jornal Folha do Vale, os horários eram alterados de forma a prejudicar a ação laboriosa do trabalhador, que não recebia taxas por insalubridade.
    Não suportando as perseguições pelas quais estava passando, o trabalhador, concursado, pediu demissão. Um trabalhador, que conquistou o emprego de motorista na prefeitura de Nova Olinda por méritos próprios, sem via de dúvida, capacitado, teve que pedir demissão por não suportar as perseguições.
    As perseguições, no âmbito das administrações públicas das prefeituras (no Estado da Paraíba), aos trabalhadores e a parcela da população que não votou no prefeito eleito são, em geral, rotineiras, segregadoras, humilhantes e opressoras. Como saldo desse tipo de ação política, os políticos locais tem “total” controle sobre o povo, que vive sendo jogado em situações políticas, sociais e econômicas totalmente desfavoráveis, mas que amarram o povo aos interesses particulares desses políticos.
    Essa política coronerialista, paternalista, despótica, corrupta, de bajuladores, antiautônoma para os trabalhadores, antipovo, tem que acabar. É um absurdo o que fizeram com esse trabalhador. Ele foi vítima da política do toma lá dá cá, que existe em nosso Estado e que é comum nesse tipo de sociedade capitalista que vivemos. Nós temos que acordar e se levantar contra esse tipo de estado de coisas. Nós temos que ser contra os grupos (poucas famílias) que dominam a política de nossas cidades, ao mesmo tempo em que devemos construir alternativas políticas que tire esse tipo de gente do poder. Esses tipos de políticas não servem para o povo, não servem à classe trabalhadora. Temos que olhar na face dos prefeitos e vereadores ineficientes dos nossos municípios, na face dos políticos da ordem, e dizer-lhes em alto e bom som: vocês não servem aos trabalhadores, nem ao povo. Se deram o melhor de si, lamento dizê-los que são limitados para o que nos interessa quanto trabalhador, quanto povo.
    Socialismo ou Morte.
    Venceremos.
    Marco Maciel – Militante Comunista, físico e estudante de Medicina
    PS: 1) http://www.folhadovali.com.br/site/modules/news/article.php?storyid=3988

     

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    Em 12/12/2013

     

    POR QUE SOMOS ASSIM?

     



    Doze meses, todos eles vivenciados pela imprevisibilidade do clarão dos dias e da escuridão das noites, recheados de surpresas e emoções, cravados pelos nossos olhos e desejos...
    Para uns, os melhores... Para outros, os piores... Ou, quem sabe, a mescla de ambos, onde a alegria e a tristeza serão os ingredientes imprescindíveis para a formação do caráter, da resignação, da superação e do prazer, diante dos fatos ou acontecimentos inesperados, os quais nos colocarão frente a frente, a toda prova...
    Neles, virão oportunidades de crescimentos e de arrependimentos pelo que são ou deixaram de ser realizados... As circunstâncias serão lançadas imperceptivelmente a cada momento; só assim poderemos ser ou não ser os merecedores da escolha certa, acerca desse lance transitório...
    Desta forma, com o espírito sempre renovado de boas intenções e pureza no coração, não será difícil a percepção desse facho de luz que brilha tão misteriosamente e intensamente no nosso modo de ser. É só querermos...
    Para isso, é necessário buscarmos a compreensão, a contenção, o compromisso e o enfrentamento diante das intempéries sociais, construtoras do vazio enorme entre as pessoas; do desemprego; da prostituição; da violência generalizada, entre outros infortúnios, os quais sufocam e incomodam aqueles acomodados que, direta ou indiretamente, também são responsáveis por essas mazelas; além do veneno cruel contido na inveja e na maldade, brotadas por aqueles insensíveis às condições do seu próximo.
    Por que só paramos para pensar nessa realidade somente no Natal, na Noite de Ano Novo ou nas atitudes tão somente fabricadas em função da promoção individual, distantes dos bons exemplos, das boas obras e do nosso dia a dia?
    Por que não praticamos diariamente os ensinamentos do Nosso Pai, através da humildade, do perdão, da caridade, dos pequeninos gestos e da troca de amizade, sem nenhum interesse, quer seja pessoal ou político?
    Por que não desprendemos da ganância, da arrogância, do consumismo e do egoísmo à procura do amor maior?
    Por que somos assim?
    João Pessoa, 17 de novembro de 2013 – 10:00horas.
    José Ventura Filho

     

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    Em 12/11/2013

     

    O Zezão em ruínas e abandono

     



    Meus amigos, estive visitando a única praça de esportes que dispomos no município, que todos declamam como Rainha do Vale, e pude ver as ruínas e o abandono em que se encontra o estádio O Zezão, de Itaporanga.
    Paredes caídas há mais de noventa dias; o gramado não existe mais; os banheiros não servem para uso; as vestiárias de árbitros e de atletas estão servindo de depósito e cheios de infiltrações; os refletores mais de quarenta 40% quebrados ou queimados; os bancos de reservas sem nenhuma condição de uso; vários cacimbões a céu aberto, pondo em riscos crianças que insistem em brincar em um resto de cimento onde era uma quadra de futsal interna; cabines de rádios em péssimas condições, entre outros problemas.
    E o descaso continua ao lado com o ginásio de esportes O Demão, que, aliás, é uma justa homenagem ao saudoso Demar, grande desportista que com certeza ficaria muito triste ao ver a forma como o poder público vem conduzindo tudo, pois quase não existe mais cobertura; disjuntores elétricos sem proteção nenhuma com risco de acidente para crianças e adultos; traves todas danificadas. Nas imediações do mesmo, muito lixo e entulho que tanto foi denunciado em governos anteriores, e assim estão os locais que deviam servir para ajudar a promover o esporte na cidade.
    Como se não bastasse, todo descaso ainda veio no mês de junho o governador com todo seu poder de mídia acompanhado de um secretário que prometeu liberar uma verba para recuperação, assinou documento e tudo, porém na política não podemos confiar mesmo, e tudo passou, ninguém fala mais nada e ponto final. Tudo isso não passou de enganação, e promessas que, como sempre, nunca saem do papel. Isso é vergonhoso. E antes que eu esqueça, se algum bajulador quiser ver se tudo que aqui descrevi é verdade, pode me procurar que eu tenho fotos e mostro tudo, tá!

    Subtenente Edgley Alves, presidente da Liga Desportiva de Itaporanga (LDI).
     

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    Em 03/11/2013

     

    ENTRE SONHOS E REVOLTAS

     



    Após o percurso de mais de 500 km, cheguei ao meu sertão calejado, rejeitado e mal cuidado por aqueles que só o olham em proveito próprio, dizimando os desejos e a esperança dos pequeninos e dos homens de bem.
    Foi uma procura intensa... Foi o encontro do filho com a sua terra-mãe-querida, onde a mistura de revoltas e de sonhos permaneciam vivos, como os tempos de outrora...
    Vi arbustos e gravetos rodeados pelos urubus, únicos pássaros que por cima daquele quadro desolador voavam a espera da carnificina anunciada...
    As águas, antes armazenadas em grandes açudes, hoje transformadas em pequenas poças de lágrimas, denunciavam a tristeza e a falta de chuva naquela região sofrida e esquecida pelos desmantelos contínuos...
    A solidão batia nas casinhas fechadas na beira das estradas, sem o sorriso das crianças e a prosa dos adultos em suas calçadas...
    Os cães e os gatos raquíticos dormiam e miavam nas sombras quentes das calçadas mal assombradas pela ausência dos transeuntes. As vacas ruminavam a sua própria saliva. Não vi as crias, apenas as galinhas magras cozidas e expostas nos pratos de um cuscuz pálido, em bares e restaurantes dos comerciantes, os quais lutavam, em desespero, em prol do ganha-pão de cada dia...
    Vi o tudo daquilo que não queria ver... Mas, mesmo assim, fui ao seu encontro... Estava pronto para encarar aquela realidade e matar a minha saudade...
    Entre as intempéries climáticas, crucificadas pela mãe-natureza e pelas ações do homem, não desisti. Vesti-me de vontades e de emoções para alcançar o brilho natural da beleza e da simplicidade, não obstante aquele quadro tórrido e sofrido...
    Cruzei as serras azuis que, herdadas pela distância do meu olhar, convidavam-me para um passeio... As nuvens, tão branquinhas e vivas sorriam para mim, através dos seus desenhos feitos pelas mãos de Deus...
    Aquele mundão de terra; os lajedos genuínos e a nudez dos relevos desnivelados eram a pureza daquele cenário perfeito... Mesmo assim, suas entranhas foram cortadas pelas estradas asfaltadas para dar passagem ao progresso disfarçado e propagado pelas grandes empresas, postos de gasolina entre outros empreendimentos...
    A tecnologia ali chegou. Internet; cartões de créditos, sendo a nova moeda; carros luxuosos desfilando pela cidade.
    As cidades cresceram junto com os prédios, além do desemprego e da falta de oportunidades, já existentes, com a violência; a prostituição e as drogas...
    O sermão da igreja era o mesmo... A reza, também... As atitudes das pessoas é que divergiam das crenças, das devoções e dos cumprimentos das penitências prometidas pelos seus fiéis pecadores...
    E eu, naquele dilema, sob os primeiros raios do sol, acordei-me e fui merecedor da contemplação do quadro mais bonito que nunca tinha visto antes, mas naquele momento pude captar: a névoa ingênua que cobria uma serra distante, inerte a tudo que ali estava acontecendo, ensinando-me o verdadeiro sentido da existência do nosso Criador...

    João Pessoa, 30 de outubro de 2013 – 08h10min.
    José Ventura Filho


     

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    Em 28/09/2013

     

    FINAL DE TARDE

     



    Tudo vai se passando pela luz do tempo... As melhores horas de uma conversa, sem pressa... As risadas descomprometidas e bem sentidas... Folhas do vento escritas por puros sentimentos... Final de tarde, sem nome e sem alarde, que se arde e se esconde debaixo de um crepúsculo molhado por pingos de saudades... Toque de contentamento, complemento perfeito e natural, costurado pelo olhar puro, sem planose sem projetos programados a serem reclamados no futuro...
    Esse é o quadro da incerteza, o mais vestido de tanta beleza, que não é estabelecido pelo preço ou por quaisquer segmentos de regras...
    Pode ser fantasia, ou magia... Pode ser o que for... A semente boa plantada no jardim fértil gerará uma planta sadia adornada pela mais lindaflor, que será tocada suavemente pelos raios amenos de um sol romântico que tornará esse momento indescritível, bem vivido em seu grau de maior intensidade...
    Nosso mundo interior é revestido de emoções... A cada descoberta, nasce o significado verdadeiro daquilo que nos foi ofertado, urgido pela efemeridade... Que tudo isso seja alegria, riqueza maior de tudo que nos faz bem...
    Para compreendermos ou vivenciarmos esse maravilhoso instante, é necessário o desprendimento das amarras sociais e a busca do nosso querer fazer o acontecer... É a força motriz maior há muito tempo adormecida,lá dentro de nós...
    O caminho a ser seguido está traçado por esta singela mensagem...
    A tarde será contemplada por cada olhar e agraciada,simbolicamente,pelo abraço sentido; o que possibilitará o entendimento de como sentir a presença da felicidade, a qual tem-se a ideia de que se encontra tão distante, mas cá está tão próxima de nós... Cabe buscá-la com o fito de sentir a sua essência,que está dentro do vidro transparente da esperança, da verdade, da simplicidade e da humildade a ser empreendida pela força maior da vontade em querer encontrá-la.
    Assim, ao chegarmos à noite, adormecidose felizes,teremos os sonhos mais lindos no jardim das belas flores...
    João Pessoa, 14 de setembro de 2013 – 20h43min.
    José Ventura Filho

     

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